A Vila

Publicado em Filmes às 14/Abril/2008 por Carlos Eduardo Hock Selhorst

“É um filme ok.”

Confesso que não tinha maiores xpectativas quando assisti A Vila, película dirigida por M. Night Shyamalan. Trata-se de um filme que se propõe à enganar quem o vê. Enche a tela com um clima antigo, colonial, sombrio, para depois nos surpreender com as reviravoltas da trama. Bem, talvez surpeender não seja a palavra certa, mas vamos dar um pouco de crédito ao filme.

Como 99.9% dos filmes, a trama gira em torno de um casal, Ivy Walker (Bryce Dallas Howard) e Lucius Hunt (Joaquin Phoenix). Ela é uma cega que de cega não tem nada, pois anda como se enxergasse tudo e todos. Ele é um cara sem sal, faz-tudo, que almeja pular a linha imaginária que isola a vila no meio de uma floresta que se diz ser assombrada por seres que gostam da cor vermelha e esfolam animais.

A ponto de partida do filme, à primeira vista parece nos preparar para algo surpreendente, mas com o andar da carruagem o filme se arrasta. Grande parte desse “arrasto” deve-se à medíocre atuação de Joaquin Phoenix. Ele parece que estava de saco cheio da vida e resolveu atuar como uma criança birrenta. Confesso que não acho ele um ótimo ator, mas já fez papéis decentemente, como quando encarnou Johnny Cash. O bom é que o destino, vulgo, roteirista, se encarregou de consertar esse erro colocando Phoenix em “coma” da metade até o final do filme. Bela saída!

A fotografia é muito bonita, principalmente pela quase ausência de cores vivas, salvo o belo vermelho, que é a “cor proibida” e o amarelo, que é a “cor que espanta monstrinhos”, por assim dizer. Porém a bela fotografia que retrata um clima “medieval” se perde quando restornamos aos “tempos atuais”. Que pena, mas até que deu um bom efeito: “Olha, nossa Vila é mesmo melhor e mais viva que o mundo exterior”.

Sem mais delongas, A Vila é um filme que não fede, nem cheira. Dá pra passar um tempo assistindo-o sem maiores problemas. Não acredito que ninguém se arrependerá de vê-lo, mas também não ficará entusiasmado para indicá-lo veementemente à um amigo. Não é um filme que eu pagaria para ver no cinema, tanto que esperei ele passar na Globo para assistir.

É apenas um filme ok, só isso.

Imagens do Filme

A Vila

Gênero: Thriller / Suspense
Diretor: M. Night Shyamalan
Ano de lançamento: 2004
País: EUA
Idioma: Inglês
Minha avaliação: 6.0

Quer saber o final do filme?

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eXistenZ

Publicado em Filmes às 10/Abril/2008 por Carlos Eduardo Hock Selhorst

Um grupo de pessoas se reúne para testar um jogo de “videogame” novo. Algo sai errado e a maior designer de games da época, Allegra Geller, é obrigada a escapar de um grupo terrorista que quer o fim dos jogos. Ela foge com Ted Pikul, o relações públicas da empresa responsável pelo inovador jogo que estava em testes. A única versão de eXistenZ (escreve-se assim mesmo) está no “console” de Allegra e os dois personagens tem que entrar no game para salvá-lo. Ambos acabam “presos” ao jogo e têm que encerrá-lo para poder sair.

Essa é a história de eXistenZ, filme de 1999 dirigido e roteirizado por David Cronenberg. Pode parecer um enredo fraco com um elenco, digamos, tosco, já que os protagonistas são Jude Law e Jennifer Jason Leigh, mas não é! Trata-se de um filme inovador!

“Como assim?”

Lembrou algum filme? Esqueçamos a trilogia Matrix, que ao meu ver só presta o primeiro filme, e nos transportemos para 1999. O Playstation e o Nintendo 64 ainda brigavam pelo mercado dos games, porém ambos não se comparavam ao console do eXistenZ: um ser orgânico plugado à coluna do jogador e movido à energia humana. Lembrou do Matrix de novo? Pois é, as semelhanças não ficam só no ano de lançamento, mas também dentro do roteiro.

“Eu sabia! Esse filme aí é uma cópia de Matrix!”

Não posso responder essa pergunta, mas posso fazer uma mini-batalha dos filmes sob o meu ponto de vista.

Aviso - A batalha a seguir é totalmente parcial e pessoal

Matrix

+ Futuro controlado por máquinas onde os humanos são meras marionetes
+ As máquinas usam energia humana para funcionar
+ Monica Belucci
+ Dá uma possível explicação para o deja vu
+ As pessoas acordam em uma bacia de meleca
+ Efeitos especiais

- Teve continuação
- Keanu Reeves
- Os humanos vencem
- O público nerd cult (grande maioria)
- Agente Smith
- Quem me garante que tudo não é uma pira das pessoas que usam a Pílula Azul?

eXistenZ

+ Um console de game orgânico
+ Armas feitas com ossos e tecidos orgânicos
+ As pessoas entram nos games
+ As máquinas usam energia humana para funcionar
+ Existem seres mutantes, resultados de ações humanas
+ Você não sabe se eles saem do jogo efetivamente (Oops! contei uma parte do final)

- Jude Law
- Fotografia
- Efeitos especiais

Resultado

Matriz: +6 -6 = 0
eXistenZ: +6 -3 = 3

Brincadeiras a parte, ambos os filmes são bons e possuem roteiros que se assemelham em alguns pontos, mas se diferem como um todo. Eu gostei mais do eXistenZ, apesar de gostar muito do primeiro Matrix, mas isso é uma questão pessoal. O que posso fazer é indicar o filme e que cada um tire suas próprias conclusões.

Imagens do Filme

eXistenZ

Gênero: Ficção Científica
Diretor: David Cronenberg
Ano de lançamento: 1999
País: Canadá / Reino Unido
Idioma: Inglês
Minha avaliação: 9.0

Quer saber o final do filme?

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